Doação de Órgãos Está na hora de você pensar nesta idéia de amor à vida! Vamos doar vida
Existem muitas pessoas doentes, cuja única chance de sobrevivência é o transplante de órgãos, mas para que isto se torne realidade, elas dependem de uma doação de órgãos. Lembre-se que doar órgãos é doar vida. Com a evolução da ciência médica, muitas pessoas estão sendo salvas graças a um transplante de órgãos. Como expressar o interesse pela doação Sabemos que este assunto provoca muitas dúvidas, e que muitas pessoas nunca debateram esta idéia com a família. Pesquisas mostram que a maioria das doações vem de famílias onde já se conversaram sobre o assunto. Um tema que a primeira vista nos parece muito triste, principalmente quando se trata de salvar uma vida, através de uma outra que acabou de falecer. Converse com a família As pessoas devem conversar com a família, expondo o desejo de ser doador, para que os familiares fiquem cientes de sua vontade. O mais importante é o diálogo com os familiares. A família tem o poder de doar os órgãos de seus entes, ela é herdeira do corpo. Doador Vivo São considerados somente aqueles que apresentam excelentes condições de saúde, após uma rigorosa avaliação clínica e dentro das normas legais, bem como a autorização do doador e orientação da equipe médica. Outro fator primordial é a compatibilidade sangüínea, e exames para que sejam selecionados os que apresentam melhores probabilidades de sucesso. A doação de órgãos é rigorosamente analisada pela equipe médica, mediante um check-up minucioso, a fim de avaliar a doação com total segurança, para a saúde do doador e do receptor. Órgãos de um doador vivo São órgãos que podemos doar em vida. O doador poderá ter uma vida normal: Rim, Medula Óssea, parte do Fígado, e alguns órgãos em condições excepcionais, como parte do Pulmão e parte do Pâncreas. Órgãos de um doador pós-morte São órgãos que só podem ser retirados após a morte do doador: Córneas, Rins, Fígado, Coração, Pâncreas, Pulmão, também podem ser doados: Pele, Vasos Sanguíneos, Ossos e Tendões. Esses órgãos só podem ser doados por uma pessoa que apresenta um Trauma Craniano, Derrame Cerebral ou outra causa que evoluiu para a chamada MORTE ENCEFÁLICA. A MORTE ENCEFÁLICA,ocorre quando o paciente ainda tem o coração funcionando e respirando com auxílio de aparelhos, e mantendo a pressão e a circulação através de medicação. E é neste momento que o hospital tem o dever de comunicar a Central de Captação de Órgãos, e esta fará contato com a família do paciente para concretizar a doação. Na morte encefálica o tempo é importantíssimo, pois restam poucas horas de funcionamento dos órgãos, é o período mais importante e essencial para a captação e aproveitamento dos órgãos saudáveis, para que seja realizado um transplante com sucesso. IMPORTANTE Não confundir MORTE ENCEFÁLICA com ESTADO DE COMA. Na morte encefálica ou morte cerebral, o paciente está morto. No estado de coma, o paciente está desacordado e seus órgãos funcionando normalmente. Doação de Córneas As córneas podem ser retiradas fora do Centro Hospitalar, sempre por uma equipe especializada, desde que autorizada pela família, num período de até 6 horas após a morte. Esta retirada não provoca nenhum dano ou alteração no rosto do doador. Legislação de Transplantes Em 1968, o Brasil regulamentou o transplante de órgãos, e somente em 04/02/1997, com o advento da Lei 9.434 e outras mais recentes, é que tivemos um grande avanço e aprimoramento da regulamentação dos transplantes, estabelecendo-se métodos práticos e eficientes. Hoje o Brasil possui uma das melhores legislações de transplantes do mundo. Central de Captação de Órgãos A Central de Captação de Órgãos, que no nosso Estado é representada pelo Rio Transplantes, é subordinada à Secretaria de Estado de Saúde/RJ, é onde se controla a Lista de Candidatos a Transplantes de Órgãos. Esta Central recebe as informações sobre os doadores e analisa, dentre os que estão na Lista, qual o receptor compatível. A Central de Captação, ao receber as informações sobre um paciente que está com morte encefálica, envia uma equipe para fazer contato com a família, informando e esclarecendo tudo o que for necessário, a fim de viabilizar a doação dos órgãos. A retirada de órgãos Após a aceitação da família e assinatura de um termo, é realizada a retirada dos órgãos, através de uma cirurgia, com uma duração de aproximadamente 4 horas, por uma equipe especializada, e com todos os cuidados reconstituindo o corpo. Onde obter maiores informações Central de Transplantes do Estado do Rio de Janeiro Tel. 2221-4450 - 2299-9945
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